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Quantidade de vezes que foi dita a palavra “insira uma palavra” na vernissage da exposição “insira um nome” - croqui, 2016, nanquim sobre papel, 21 x 29,7 cm.

Quantidade de vezes que foi dita a palavra “insira uma palavra” na vernissage da exposição “insira um nome”

Durante a vernissage, os seguranças irão quantificar, através de um contador manual, o número de vezes que foi dita a palavra “insira uma palavra” pelos visitantes. Após a performance, o(s) contador(es) será deixado como resíduo com o seguinte título: “Quantidade de vezes que foi dita a palavra ‘insira uma palavra’ na vernissage da exposição ‘insira um nome’ ”.

A proposta é uma intervenção performática que ocorre durante a vernissage/abertura de uma exposição específica. Os seguranças irão utilizar um contador manual para quantificar o número de vezes que uma palavra específica foi escutada por eles dentro do espaço expositivo. A palavra será escolhida junto com a curadoria, pensando o contexto específico no qual a exposição se insere, seu local e em diálogo com suas questões levantadas.

 

Nesse sentido, a performance tem o objetivo de abrir seu campo de discussões a partir de uma relação mimética com a prática de medição quantitativa de público nos aparelhos culturais. Dentro destas instituições, a quantidade de público atingido são um dos fatores de mensuração de seu efeito na sociedade. Suas formas de contabilizar o público mudam em cada instituição, com algumas utilizando o sistema de bilhetagem e catraca e outras, normalmente por terem entradas gratuitas todos os dias, com essa contagem feita diária e manualmente, sendo muito comum encontrar na mão de um segurança, que empunha um contador metálico, o exercício de tal função. Sempre de maneira discreta, a cada clique feito no contador, ele mede a instituição e um número é dado para a contabilidade cultural, no qual a quantidade quase se mistura à qualidade, em uma luta para se comprovar a relevância dos aparelhos culturais.

 

Entretanto, em um movimento de tensão a isso, o trabalho procura instaurar uma quantificação que não poderá ser utilizada nesse contexto. Quantificar palavras ditas dentro de uma vernissage não é colocado pelos critérios dos incentivos e fomentos públicos como parâmetro de aferição da qualidade cultural. A proposta parte então desse ato que, em um primeiro olhar, é a quantificação de algo inútil dentro desse contexto para, a partir daí, tensionar as relações das políticas culturais em seus diversos extratos.

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Quantidade de vezes que foi dita a palavra Desenho na vernissage da exposição Destraços [curadoria: Renata Maneschy, 2018, Centro de Artes UFF, Niterói, RJ] [foto dos autores]

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Quantidade de vezes que foi dita a palavra Desenho na vernissage da exposição Destraços [curadoria: Renata Maneschy, 2018, Centro de Artes UFF, Niterói, RJ] [foto dos autores]

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