
Não - croqui, 2024, nanquim sobre papel, 21 x 29,7 cm.
não
Os seguranças somente irão falar a palavra “não”.
Sabemos como advertir é complicado. Avisos espalhados pela exposição, funcionários que precisam dizer a todo tempo o que está proibido, até costumes que nos parecem óbvios são subvertidos dia após dia, independente dos esforços empreendidos em avisar e instruir.
Mas gostaríamos de perguntar: e se a resposta, de antemão, sempre for negativa? Entendemos que ouvir um não corrige e conscientiza de que há limites, de que o respeito é uma exigência, de que há necessidades de adequação. É essa técnica, aprimorada há muito tempo por famílias e escolas, que ofertamos ao mundo da arte com o serviço Não.
Funciona assim: nossos seguranças não falarão nada além do que a palavra “não”. Para qualquer pergunta, qualquer interação que seja, o veto será a resposta. Desse modo, não importa se foi perguntado onde é o banheiro ou qual a saída do prédio, o visitante saberá que há limites. E certamente não infrigirá nenhuma regra, já que a ele não será permitido nada.
Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda.: a resposta é não.
Arritmias [curadoria: Analu Cunha, Ana Tereza Prado Lopes, Gustavo Barreto, Marisa Flórido], 2024, Galeria Cândido Portinari, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ [vídeo: Mônica Coster Ponte]